São Paulo, setembro de 2009
O crepúsculo ainda nem tinha terminado de incendiar o final de tarde em Praga. Demoraria um pouco antes que os Rolling Stones entrassem em cena, pegassem aquele incêndio de cores do céu e o jogassem sobre a multidão que os esperava no Letna Park. Eu, bandeira do Brasil enrolada no corpo, aguardava ansioso.
Mas antes que Jagger e sua trupe aparecessem, um senhor surgiu, microfone em punho.
Era Václav Havel.
O homem que liderara a Tchecoslováquia rumo à democracia, sepultando o comunismo, fez um discurso. Não entendi patavina, pois meu domínio do idioma tcheco nunca foi melhor do que minhas habilidades culinárias.
Mas não foi difícil apreender o quê o líder da Revolução de Veludo falara.
Havel tem uma estreita história pessoal com o rock e, em especial, com os Stones.
Foi ele o artífice da lendária apresentação de 1990, a primeira dos Stones no país. A música dos britânicos, acusada de levar a “degeneração moral do ocidente” era proibida na Tchecoslováquia. Mas isso não impediu que o rock lá chegasse: rádios clandestinas, fitas piratas, LPs comprados no mercado negro, não havia cortina de ferro que impedisse o rock de penetrar o país. A prova? As 100000 pessoas que lotaram o Strahov Stadium, meses após a queda do regime, celebrando com faixas: Tanks are rolling out, the Stones are rolling in.
Nas suas memórias “To the castle and back”, Havel explicita sua afinidade com o rock. Ele relata um concerto de Joan Baez, em Bratislava, nos tempos do regime. A polícia comunista tentara evitar que Havel chegasse perto da artista antes da apresentação. Para escapar do cerco, Havel tomou o violão de Baez e se fez de simples carregador para a musa do folk. A polícia não o prendeu, com medo de que Baez denunciasse a prisão à multidão. Contudo, quando a cantora dedicou uma canção a Havel e ao Charter 77, a polícia agiu rapidamente: cortaram a energia elétrica. “Um silêncio fúnebre caiu sobre o estádio”, escreve Havel. Baez protagonizou então um momento ímpar: sem microfone, ela começou a cantar. A acústica do lugar e o silêncio da platéia fizeram sua voz plenamente audível. Seu canto foi muito mais impressionante e comovente do que teria sido se os microfones estivessem ligados.
O combustível que sustenta o amor de Havel pelo rock não é outro senão a chama contestatória que o rock n’ roll traz em si. Desde seus primórdios, o rock tem expressado a contestação de gerações de jovens. Não por acaso, o estilo atrai também o desprezo de reacionários empedernidos, como Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho e o Mr. Burnes.
Porque a essência do rock é servir como contraponto ao status quo, às tradições dominantes, à inteligentsia. E isso os reacionários, à esquerda ou à direita, não toleram.
Porque o rock é dionisíaco, e não apolíneo.
Esse embate de atitudes foi representado por Nietzsche no choque entre o grande dragão “Tu deves” e o espírito do leão: “Eu quero”.
O grande dragão chamado “Tu deves”, grita: “todos os valores foram já criados, e eu sou todos os valores criados. Para o futuro não deve existir o “eu quero”!”
É contra esse dragão que se insurge o rock, contra a subserviência, contra a negação do desejo humano - esse “Tu deves” que a todos massacra. É contra “o grande dragão a que o espírito já não quer chamar Deus, nem senhor” que apontam as guitarras.
O rock se ergue como expressão dessa revolta, simbolizada por Nietzsche na figura do leão: “Criar novos valores é coisa que o leão ainda não pode; mas criar uma nova liberdade para a nova criação, isso pode-o o poder do leão. Para criar a liberdade e um santo NÃO, mesmo perante o dever; para isso, meus irmãos, é preciso o leão.”
O rock se contrapõe às convenções estabelecidas, ao poder constituído, à hipocrisia das regras sociais propaladas por uma plutocracia incapaz de fazer auto-crítica. Contra tudo, o rock ergue a mais explosiva força humana: o desejo - revestido de espontaneidade, de liberdade, de diversão.
Contra o doutrinamento infantil em escolas e igrejas, o rock diz: “we don’t need no thoughts controlled”.
Contra os pastores que dizem que dançar é pecado e leva pro inferno, os Dire Straits conclamam todos os esqueletos a se sacudirem em uma deliciosa “Walk of life“.
Em resposta aos que dizem que gays são depravados morais que não devem ter direitos civis, os Smiths abrem suas feridas em “How soon is now”.
Enquanto uns fazem loas ao grande líder, os cubanos do Porno para Ricardo tripudiam d’El Coma Andante.
Se evangelistas pescam toda sorte de desesperados, John Lennon chega chutando a porta: “God is a Concept by which we measure our pain”.
Contra a truculência policial que mata estudantes, Neil Young destila seu ódio pelos “four deads in Ohio”.
Contra a piedade carola, o rock debocha simulando apreço pelo capeta, como em ”Sympathy for the devil”.
A iconoclastia roqueira não se limita ao conteúdo - ela é também formal. Séculos e séculos de tradições ocidentais são subvertidos quando Harrison grava rock com cítara, quando o Queen funde ópera com heavy metal, quando Fred Mercury dança com o peito nu na Inglaterra ainda tão vitoriana, quando Jimmy Page fusiona na sua guitarra blues com melodias orientais e celtas, quando Ian Anderson toca flauta no seu inconfundível estilo de menestrel ensandecido.
Nesse sentido, o que caracteriza o roqueiro não é propriamente a sua música. É a postura diante do mundo que o rodeia. É sob essa ótica que são todos “roqueiros” grupos com sonoridades tão díspares quanto os Byrds, Radiohead e Deep Purple.
É a visceralidade o denominador comum de Chuck Berry a Nirvana, de Bob Dylan a Pearl Jam. Nada é tão característico do Rock quanto essa força primal, essa selvageria gutural. Sem essa autenticidade, não há rock. É essa franqueza genuína que lhe dá grandeza e veracidade. É o que permite que o rock seja discutido como Arte.
O rock é um grito - e o distintivo do grito não está no volume, mas na sinceridade que ele porta. (Alguns dos gritos mais penetrantes são aqueles que são sussurrados. Mesmo as mais doces baladas românticas do rock são gritos pungentes - quem não concorda, vá escutar Wild horses).
O rock é um berro. De escárnio. De revolta. De dor. De iconoclastia. De irreverência. De visceralidade. De agressividade. De sujeira.
Porque, parafraseando Nelson Rodrigues, não se faz Rock (assim mesmo, em maiúscula) com bons sentimentos.
Que os pops idiotizantes de Sandys e Cláudias Leittes fiquem com seus amores comezinhos, seus sorrisos cheios de dentes clareados, suas peles que recebem creminhos antes de dormir, seus corpos sarados, seus rostinhos bem tratados que saem na Caras. Não me encham o saco. Zé Ramalho e Belchior são muito mais roqueiros do que KLB e CPM 22.
Eu quero é John Lennon esbravejando sua angústia em “Happiness is a warm gun”.
Quero Neil Young exorcizando seu inferno com as drogas em “The needle and the dammage done”.
Quero sentir a mesma raiva diante da injustiça que toma Bob Dylan em “The Hurricane”.
Não quero ver jovens serem enjaulados na castidade pelo discurso anacrônico de padres e pastores. Quero Jim Morrison incitando “Come on baby light my fire”.
Não quero a sabedoria dos que têm respostas para tudo: por que sofremos, para onde vamos. Quero encontrar respostas nos meandros da loucura e do Dark Side of the Moon.
Quero a feiúra de Keith Richards. Quero Joey Ramone pervertendo o Wonderfull world de Armstrong. O mundo não é um lugar bonitinho. Não quero shinny happy people. I want it paint in black!
Não quero aqueles shows à la Madonna, com logística militar, tempo cronometrado, movimentos previsíveis e ensaiados. Não quero as vozes angelicais dos musicais da Broadway. Não quero a articificialidade repetitiva de solos instrumentais que são sempre os mesmos. Quero o imprevisível, o imponderável, o inusitado. Quero os Beatles resolvendo subir no telhado para fazer um som, atraindo a polícia e tocando o que quisessem.
“Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?”
Eu não quero esses seres que “têm sido campeões em tudo”, craques em dominar seus impulsos, em esconder sua sujeira dos outros e de si mesmos.
Quero rock, porque o rock realiza o desejo pessoano e de todos nós que somos “irrespondivelmente parasitas, indescupavelmente sujos”:
“Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.”
Somos todos uns doentes, mes amis. Não adianta buscar salvação e escapismos fáceis para nos ludibriar. Renato Russo tinha mesmo razão ao berrar que “há tempos são os jovens que adoecem”. A juventude padece: de alienação, de iletrismo, de repressão sexual, de indigência cultural, de tortura emocional sob dogmas religiosos nocivos e desumanos.
Roqueiros não tentam nos convencer de que devemos ser super-homens. Não nos aprisionam na culpa, ao projetarem um Ideal irrealizável, um inatingível paradigma moral, em que não se bebe, não se faz sexo, não se faz isso, não se faz aquilo…
(Por tudo isso, o chamado “rock gospel”, modismo evangélico, me soa como um oxímoro de mau gosto. Algo como “democracia comunista”).
Certamente, as coisas não são assim tão límpidas e bonitas. Nem tudo no rock tem a pureza dos desejos genuínos: o rock já foi veículo de racismo e de anti-semitismo; alguns de seus astros estiveram envolvidos em pedofilia, assassinatos, escândalos fiscais, apoio ao terrorismo…
Isso compromete todo o gênero? A resposta é um sonoro “não”. Outras artes também têm seus pecados…
Por outro lado, o rock também é hipócrita. Para alcançar visibilidade, ele precisou se valer do mesmo sistema que tanto critica, como bem disse Chris Novoselic (Nirvana) à Veja: “tive que me conformar com o fato de ter sido aceito pelo sistema, por exatamente tudo aquilo que detestava”.
Muitos se rendem à tentação do pop cantarolável, com suas letras idiotas. Essa é, sem dúvida alguma, uma segura via para se alcançar sucesso entre as massas. Mas eis aqui um bom separador do que é rock daquilo que é Rock: enquanto grupos como Hanson mesmerizam bobos com frases de aluno do Mobral, Jim Morrison dá cores vivas ao complexo de Édipo, John Lennon brinca com Edgar Allan Poe, Robert Smith se inspira n‘O Estrangeiro de Camus para compor Killing an Arab e Humberto Gessinger injeta existencialismo no BRock.
Uma vez no topo, é um tremendo desafio permanecer fiel ao ideário roqueiro original. O som sujo das garagens dá lugar às superproduções; as camas desconfortáveis de pulgueiros de quinta categoria são alegremente substituídas pelos leitos king size de hotéis de luxo.
Poucos, muito poucos, conseguem viver o estrelato com dignidade, mantendo a autenticidade roqueira. Para a maioria, valem as palavras da canção de Belchior: “hoje eu sei que quem me deu a idéia / de uma nova consciência e juventude / está em casa / guardado por Deus / contando o vil metal” . Muitos afundam nas drogas. Outros, como Kurt Cobain, não agüentam a barra e metem uma bala na cabeça. A felicidade é uma arma quente.
O rock, enfim, é feito por gente de carne e osso, por humanos demasiadamente humanos. É um grito pela libertação de todas as tiranias - política, social, religiosa. É a celebração do que temos de humano. É uma música cuja mensagem, se pudesse ser resumida, talvez o seria nas palavras de Zaratustra:
“Desde que há homens, o homem tem-se divertido muito pouco: é esse, meus irmãos, o único pecado original.
E, quando aprendemos melhor a divertir-nos, esquecemo-nos de fazer mal aos outros e de inventar dores”.
Vida longa ao rock’n'roll e a seus pensadores selvagens!
PS: E assim a Terceira Margem do Sena estréia n’O Pensador Selvagem. Desculpem-me pelo tamanho do texto, mas é tão bom falar sobre rock… Agradeço a toda a comunidade pela acolhida e, em especial, ao Rafael Reinehr pela inestimável ajuda no processo de mudança. Nem tudo ainda está pronto por aqui, mas aos poucos vamos arrumando a casa.
PS2: Fiquem com Neil Young e um hino ao rock’n roll: Rockin’ in the Free World








on Oct 11th, 2009 at 7:31 pm
Leo, esta tua postagem é um verdadeiro Manifesto. Como eu mesmo digo, vivo à procura de “relações genuínas com pessoas singulares”. Ambas estão difíceis de encontrar, tanto as pessoas singulares quanto as relações genuínas.
Ou conseguimos manter relações “quase”-genuínas com pessoas normalizadas e massificadas ou então, relações sintéticas com pessoas “quase”-singulares…
Compartilho com todo sentimento que nutres em relação ao rock, e sinto que, por vezes, falta Rock em minha vida. Mas aos poucos ele está retornando. Sinto seu calor em minhas artérias novamente.
Um abraço e seja bem-vindo à sua nova casa! Qualquer coisa grite! And LET THERE BE ROCK!
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leocruzsouza Reply:
October 11th, 2009 at 8:33 pm
Oi Rafael,
Muito obrigado pela leitura indulgente e pelo comentário.
Gosto muito daquele verso do Renato Russo que diz que “a minha escola não tem personagem, na minha escola tem gente de verdade”.
Hoje em dia as mentes andam tão pasteurizadas pela idiotia, pela religião, pelo show-business. Difícil encontrar “gente” de verdade. O rock é um clamor para que a gente seja aquilo que a gente é, sem subterfúgios idiotas. O calor a que você se refere traz honestidade intelectual e espiritual às pessoas.
Por essas e outras, faço coro com Neil Young:
“Hey, hey, my my, rock ‘n roll can never die!”
Abração!
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on Oct 11th, 2009 at 7:38 pm
risos. lembrei de coisas bonitas de minha quase-infância. gostava de lê-lo por aqui. um prazer, cesar kiraly
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on Oct 11th, 2009 at 9:01 pm
caraca!
Isso sim que é um postinaugural!
Bembindo, Leo
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on Oct 12th, 2009 at 11:51 am
Assino embaixo do teu texto, mesmo sendo um ouvinte longínquo de Rock.
Bem-vindo ao portal.
Acrescentaria mais uma questão para colocar o Rock no alto do pedestal. Apesar de roqueiros virarem celebridades, o som do Rock nunca é individual. Não há autor propriamente dito. A banda é o ente artístico (experimente trocar um dos componentes).
Cada um em si não sabe nada, não toca nada. Mas o conjunto é que faz a alma do negócio.
Aliás, nem só o conjunto. Há toda uma relação com o produtor, o engenheiro de som, etc. Toda uma mística.
Seria realmente complicado de se viver nesse mundo se não tivessem havido os gritos do Rock para trazer algumas questões.
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on Oct 13th, 2009 at 10:03 am
Obrigado, Pensadores Selvagens (César, Googala, André) pela visita, pela leitura e pelos comentários. É um prazer estar aqui com vocês. Tenho certeza de que aprenderei muito com vocês. Abraços!
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on Oct 13th, 2009 at 3:16 pm
É isso aí companheiro, só o rock é eterno!
Parabéns pelo site novo, continuaremos na escuta.
Abraço
Fernando
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on Oct 15th, 2009 at 6:01 am
(toc-toc-toc , pode entrar? olho de um lado pro outro, estou em casa)
Fala, Léo! Enfim, casa nova, vizinhos admiráveis. Mas a sensação de estar em casa permanece. Bom isso, o mesmo Léo, a mesma casa, novos amigos;)
Texto repleto de rock’n roll. Dói e é real, uma verdade crua. Seu texto foi um tributo ao rock’n roll que é ideologia, contestação e diversão. Na realidade, acho que nosso coração pulsa rock ‘n roll.
Só que com o passar dos anos, parece que esquecemos a ideologia que queríamos viver. Até o rock. Tudo congela, a paixão passa, o mercado fica.
Mais do que um tributo, seu texto me remeteu à essência da vida, ao que de fato apaixona, permance, gera, une.
A revolução continua à despeito de tudo e ainda ouço os acordes dos meninos de Liverpool ( Beatles 4ever) no meio do caos, do sistema, do mercado. Eles permanecem, há um eco 100% rock’n roll de vida, esperança, sonhos e amor.
Quero a ideologia, ainda ouço a guitarra.
E hoje, Léo, você é o vocalista da banda . Quero participar do conjunto, posso? =)
Tudo é um novo fazer…
Ah Léo, é impossível desacreditar no rock. Mesmo pra Bossa =)
“Here comes the sun
Here comes the sun
And I say
It’s all right”
“There’s nothing you can do that can’t be done
Nothing you can sing that can’t be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It’s easy”
O amor continua como o mais subversivo de todos os sentimentos. E é 100% rock ‘ n roll
Beijos,
Sandra
PS: amei a imagem, muito SP. Um grito de amor na selva de pedra =)
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on Oct 15th, 2009 at 12:35 pm
[...] sempre gente nova chegando, e das boas. A mais recente foi o Terceira margem do Sena, com um manifesto inaugural de tirar o chapéu sobre porque o Rock é indispensável e nos fazendo ver o quanto tem em [...]
on Oct 20th, 2009 at 2:17 am
Oi, Lelec, cheguei, finalmente, só pra dizer que it’s only rock and roll but I like it. Bacana seu novo espaço. bjs
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on Oct 20th, 2009 at 4:43 am
Que bela casa nova, Lelec!
Parabéns pelo texto! Confesso que em matéria de rock entendo mais de física quântica. A parte boa foram os versos de Fernando Pessoa. Poema em Linha Reta é uma obra de arte do que é ser humano.
Tenho cá minhas reservas em alguns parágrafos, sobretudo aqueles que comparam o rock a dogmas religiosos, mas não vou polemizar assim, de cara, na casa nova, né?
Lá em casa, simples como uma choupana, ando sem conseguir postar e ficará assim por um tempo demasiado. Estou em apuros com as obrigações do trabalho.
Um abraço.
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on Oct 29th, 2009 at 2:21 am
Fala, Léo! Lembrei deste seu post e passei pra substituir uma indicação que lhe fiz mais cedo por e-mail. Se ainda não ouviu, comece a explorar o Wilco pelo “grito pungente” da balada “Sunken Treasure”. Tem uma ótima versão folk no YouTube, que só peca por não conter a última estrofe:
“Music is my savior
I was maimed by rock and roll
I was tamed by rock and roll
I got my name from rock and roll”
(http://www.youtube.com/watch?v=gnwX7YzJPzw - pule 30s)
Abraço!
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on Nov 6th, 2009 at 10:17 pm
Oi pessoal,
Desculpem-me pela demora em lhes responder, mas “time is not on my side”, ao contrário do que cantavam os Stones…
Sandrinha: a casa é sua, sempre e sempre. Sua doçura, sua bossa e seu rock serão sempre bem-vindos. Gostei da idéia de uma banda só nossa. Que tal? Só não posso ser o vocalista, pois canto mal pacas. No violão, engano. Temos que escolher um nome… Beijo!
Sílvia: Obrigado pela visita… E volte sempre, claro!
Fernando: Cumpanheiro! Espero que tenhamos boas gargalhadas e arranca-rabos aqui também! Abraço!
Zé: Nada de bons modos aqui, moço. Se não for você para polemizar, quem mais o fará? Abraço!
Sirgim: está anotada a sugestão. Vinda de você, só pode ser coisa boa. Abração!
[Reply]
on Jan 6th, 2010 at 7:43 pm
[...] não deixe de ler o texto que te fará entender o significado do Rock para o mundo, lá no A terceira margem do Sena. Share and [...]