Sobre a canoa e as águas
Um dia, disseram a este mineiro de Niterói que “Minas já não há mais”.
Assustado, duvidei.
Foi então que entrei em uma piroga e me lancei nas águas da eternidade do nada.
Nessa travessia, tento sacudir todas as misérias, contar o tempo e, sobretudo, reencontrar Minas e para lá voltar.
Afinal, insisto: Minas ainda existe.
Nas águas de um rio de amplas beiras.
Na terceira margem.






